Não se incomode com a palavra, paquerar pode parecer ter um único sentido de jogar um charme em alguém, mas na verdade não é nada mais do que a boa e velha comunicação. É na verdade o ato de vender um produto e conseguir que seu cliente o compre.

O produto, nesse caso, é você, mas pode ser algo muito mais amplo. Desde ideias, até conversas com filhos, reuniões, público de palestras. Como comunicador você sempre precisa, de modo sutil e sem que ninguém perceba, fazer com que uma ou mais pessoas sigam exatamente aquele caminho que você acredita ser o melhor para elas.

Mas isso também não é algo tão complicado como parece, muito pelo contrário, é bem mais simples do que você pensa.

Paquerar está presente em todas situações

Pense em duas situações. Na primeira delas, você está em uma festa só com desconhecidos, mas olha para a pista de dança e vê uma linda garota, quase uma paixão à primeira vista. Você não sabe quem ela é e nem conhece mais ninguém na festa. Sua única chance de não perder essa oportunidade é ir em frente falar com ela. Paquerar.

Agora pense em uma segunda situação. Você é um vendedor de livros. Está lá em sua loja quando entra alguém e começa a olhar para os lançamentos. Você não conhece ele e pode até ter entrado nela já em busca de um título específico, mas se quiser que ele compre aquele outro livro que lhe dará um bônus por venda, terá que conversar com ele, mostrar o que de bom tem aquele livro.

Em nenhum dos dois casos você solucionaria o problema com um “compre esse livro”, mas sim faria com que ela se convencesse de que existe algo em você e naquela relação que possa ser interessante para ela.

Simples assim, é tudo uma paquera. Você vai, mostra seu produto, demonstra o quanto ele é bom, convence a pessoa de que ela tem um interesse por aquilo e, por fim, faz com que ele efetue a compra.

Dicas para paquerar e ser mais convincente

Mas, para facilitar sua vida na hora da conquista, o que não faltam são dicas. Confira algumas que irão fazer sua paquera ser ainda mais eficiente.

  • Sorria – Sorria sempre. Ninguém gosta de ninguém emburrado ou para baixo. Seu sorriso passa confiança e desperta o interesse. Automaticamente, quando alguém vê outra pessoa feliz, ela quer estar feliz também. Fora isso, enquanto a outra pessoa está falando, seu sorriso demonstra que ele está agradando e isso aumenta a confiança dela em você.
  • Não minta – Uma hora ou outra, toda mentira cai e o que vai junto é sua credibilidade. Portanto, se quiser criar uma relação forte, não minta. Por outro lado, nem tudo precisa ser jogado na cara logo na primeira conversa, se atenha ao que é bom, deixe os defeitos para depois, mas nunca esconda-os ou minta.
  • O olhar diz muito – Troque olhares. Tente fazer o seu cruzar com o dela. É possível já ali descobrir se ela tem um interesse ou não. Faça esse primeiro contato, estabeleça confiança e só depois invista.
  • Ouça – É muito fácil se empolgar e sair falando sem perceber, mas se policie e faça o contrário. Abra espaço para ela falar. Escute bem o que eles têm a dizer. Faça perguntas simples e preste atenção, use informações que foram dadas na conversa e demonstre que está entendendo bem o que estava sendo falado.
  • Educação é uma porta de entrada – Grosseria é sempre o fim. Cause uma boa impressão agindo de modo educado. Peça licença, agradeça, elogie, mas não invente, seja sincero, diga aquilo que sente e que se encaixe na situação. Exagerar pode parecer artificial.
  • Aproveite dos sinais corporais – Pessoas demonstram interesse inconscientemente. Seja mexendo no cabelo, rindo mais que o normal ou mais uma série de sinais. Preste atenção nisso e use essas brechas.
  • Bom humor – Rir talvez seja a coisa mais gostosa do mundo. E ficar perto de alguém que te faz rir pode ser a diferença na hora de paquerar. Faça com que a pessoa se divirta estando ali. Seja agradável e provoque o riso.
  • Autoestima – Simples, se você não acreditar que é capaz, ninguém mais acreditará. Acredite que consegue, ignore sua mente falando que você pode fracassar e vá em frente. E se receber um “não”, muito provavelmente aquela pessoa não merecia aquele livro e não sabe o que perdeu.