Manipulação pode, sim, ser boa. É difícil aceitar essa afirmação, já que grande parte dos comunicadores e empresas usam e abusam de métodos de manipulação para obter resultados que são benefícios só para eles. Mas acredite, ser manipulador pode ser bom.

Não é preciso ter medo de ser manipulador, você precisa ter medo é de enganar os outros. Quando você usa processos e ferramentas de manipulação para um bem comum ou para entregar o que promete, não é feio manipular. Feio é enganar.

Coagir é um problema, fazer com que alguém cumpra algo baseado em força ou influência, mas manipular é quase uma dança. De um lado alguém guiando e do outro alguém aceitando o caminho, afinal, o resultado que ambos querem está sendo obedecido: a valsa.

Por isso é preciso entender que manipular é bom, traz resultados eficientes e precisa ser melhor discutido.

Quebrando os mitos sobre ser manipulador

A conotação pode até parecer ruim, mas ser manipulador significa entender as ferramentas que têm em mãos e, simplesmente, usá-las. Todos somos achatados por um mundo manipulador onde marcas mandam você usar um tênis qualquer e empresas de bebidas te levam a querer esse ou aquele refrigerante. Mas como o resultado é satisfatório, tudo bem para você.

A manipulação na hora da venda é uma opção válida, desde que seja honesta. Se você tem um produto ou serviço e sabe que ele se encaixa na vida de seu cliente, é preciso fazer com que ele enxergue a mesma coisa.

Essa boa manipulação parte da comunicação para atingir seus objetivos. Não engana, afinal tem o produto, o conteúdo, a solução e a vontade. Falta fazer com que tudo isso siga um mesmo rumo.

É lógico que usar essas mesmas ferramentas para enganar pode ser um problema, mas como tudo na vida, o que faz bem pode também ser usado para algum tipo de maldade.

Manipular para o bem passa então pela intensão do manipulador, por entender o que o levará a tentar persuadir aquela pessoa. Isso só funciona com transparência. Sem objetivos escusos, tudo fica mais fácil de enxergar. Se você deixa claro o processo, fica mais fácil que sua manipulação seja melhor aceita.

Por fim, o benefício ou o impacto que aquilo irá causar no manipulado. Se ele vai ganhar algo com o resultado dessa manipulação, é claro que ele vai pensar duas vezes antes de refletir se manipulação é mesmo tão ruim.

Quando uma marca de tênis te promete um calçado bonito e confortável e faz você querer aquilo mais do que tudo, é fácil você ficar feliz com essa manipulação quando você calça o tênis e ele é bonito e confortável.

Perca o medo de manipular

Manipular, então, não é ruim. As pessoas é que podem ser ruins. São elas que podem pegar essas ferramentas e possibilidades e usar para o benefício próprio enquanto tira algo de seus clientes ou leva vantagem. Mas talvez isso não seja manipulação, mas má fé.

Portanto, manipular deve sair do meio dessas impressões e entender qual sua real função: sugerir.

É lógico que a manipulação dá alguns passos mais profundos nessa questão, já o faz através da possibilidade de seu cliente nem saber que está sendo sugerido a algo, mas, ainda assim, manipulação não é nada muito diferente de sugestão.

O manipulador, enfim, pode ser um influenciador com mais ferramentas, já que, muitas vezes, pode fazer com que sua visão se abra para um assunto ou produto. E quando tirar vantagem disso pode ser tentador, o manipulador acaba sendo alguém que precisa estar sempre em dia com seus conceitos morais.

Mudar o desejo dos outros pode levar a problemas, mas pode ajudar as pessoas a serem melhor com elas mesmas e com todos ao seu redor. Manipular pode ser uma arma, como o fogo, mas também pode ser um meio de mudar o mundo e fazer com que todos evoluam e encontram a solução para seus problemas. Como o fogo!