Para conseguirmos tudo aquilo que queremos, precisamos persuadir. E não estou falando apenas de quem tem uma carreira profissional ligada as vendas, mas em todos cantos de sua vida. Quem não convence fica parado, e a linguagem e persuasão te ajudam a andar.

Clientes, companheiros de profissão, seu chefe, atendentes, familiares, amigos, interesses amorosos, todo mundo precisa de uma carga de convencimento para que se crie uma relação. Cada um desses exemplos ainda cheio de níveis e possibilidade de persuasão. Portanto, não fique preso à venda para entender a persuasão, abra a mente e percebe o quanto ela é importante.

Quando você tem intenções, precisa convencer. Todo discurso ou comunicação tem um grau de convencimento. O tempo todo estamos expostos a esse tipo de determinação ao nosso redor. O mundo está o tempo inteiro tentando nos vender algo.

Entender esse mecanismo não te ajuda a apenas convencer as pessoas, te ajuda ainda a entender o funcionamento desse enorme mecanismo que está ao seu redor. Convencimento e persuasão, linguagem corporal, truques e dicas, tudo está ao alcance das suas mãos para você entender e fazer o melhor uso possível dessas possibilidades.

Descubra então como suar linguagem e persuasão a seu favor.

Linguagem e persuasão aplicadas para o bem

Ambos detalhes andam de mão dadas, linguagem e persuasão estão tão próximos que podem até ser confundidos. A persuasão quase sempre está ligada a impressão de convencimento, de algo que está sendo vendido, seja no terreno material, seja no terreno ideológico. Assim como, quase sempre, a intenção não parece ser das melhores.

Mas tire a sombra sobre a persuasão, sua ideia é muito mais ampla do que um golpe. Na verdade, ainda vai mais longe até que o convencimento. A persuasão está ligada ao subjetivo e temporal. Algo que interage com a nossa vontade, mas o faz de maneira sutil e, na maioria das vezes gradual. A discrição da persuasão é uma arma que ela tem a favor.

A construção desse mecanismo é feita, justamente, através da linguagem. Existe uma ideia e uma vontade de fazer com que ela se encaixe na vida de outra pessoa. Figuras de linguagem, comparações e mais um monte de possibilidades gramaticais ganham força e surgem para criar um discurso que seja fácil de ser absorvido.

A publicidade, por exemplo, ainda apela para o uso excessivo de verbos no modo imperativo, mascarando uma ordem através da impressão do convite.

O truque está, justamente, em não se deixar ser percebido e, ao mesmo tempo, fazer com que a pessoa se sinta à vontade com o rumo daquela conversa. Nessas horas, aproximar essa pessoa do produto de seu convencimento através de uma alusão a um mundo próximo ao seu alvo deve facilitar ainda mais essa dinâmica.

A persuasão vem sempre através de um argumento que se fortalece através desses truques. Uma ideia que soa impossível de não ser seguida ou entendida.

Mas é lógico que, quando coloca essas possibilidades em ação, você precisa entender a responsabilidade dos atos e visar um objetivo que não seja prejudicial, do contrário, não estará persuadindo, mas aplicando um golpe.

Reflexão e responsabilidade precisam andar lado a lado com a persuasão e a linguagem. Melhor ainda, que tudo isso seja amplamente confundido e usada em conjunto.

A persuasão é a principal arma do sucesso

A persuasão não nasce no discurso, mas é onde esse vai entender as possibilidades de ser mais eficiente. Quando se tem em mente que quer fazer a comunicação servir de ponte entre esses dois lados, seja profissional ou pessoal.

E uma das primeiras possibilidades disso é, justamente, o usa da inteligência emocional. Nosso sistema interno de gerenciamento de emoções não sabe lidar muito bem com certas possibilidades, portanto quando ele não reconhece nada além do pessoal, só lhe sobra seguir nesse caminho.

Quanto mais emoções você despertar, mais fácil do interlocutor se sentir próximo à sua ideia. Empatia e a capacidade de se colocar no lugar dele te faz conseguir usar esses sentimentos a seu favor. Usar a emoção te dá uma vantagem enorme.

Do mesmo jeito que quem domina a linguagem corporal sai na frente nessa corrida. Seu corpo fala, e muitas dessas expressões são muito mais poderosas do que qualquer palavra. A eficiência de seu discurso pode vir através de uma comunicação muito mais complexa.

Como sentamos, o tom de voz, contato visual e todo e qualquer detalhe do comportamento de nosso corpo demonstra algo para quem está à nossa frente. Logicamente que isso é uma faca de dois gumes, já que entender a linguagem corporal de seu interlocutor também lhe ajuda enxergar o que está por trás das palavras dele.

Um braço cruzado e o olhar hesitante não te permitirão persuadir ninguém, não importa a ideia que tenha na cabeça ou o argumento que tenha “no bolso”.

Por isso é tão importante ter o cara a cara. É lógico que o XXI te deu de mão beijada uma série de ferramentas e possibilidades que facilitam a troca de informações e interação, mas nada disso substitui o contato real. Principalmente quando a ideia é persuadir.

Olhe no olho, demonstre segurança, “leia” as reações e não perca essa batalha.

E isso te leva a outro ponto importante dessa relação: escute. A persuasão não acontece se você não entender que para dominar o convencimento precisa ser um bom ouvinte. Primeiro é preciso escutar o que a pessoa quer, demandas, vontades e solicitações, só então começar um processo de negociação.

Quanto mais você ouvir, mais conseguirá prever os obstáculos e dúvidas antes mesmos deles surgirem. Conhecer o outro lado é se colocar em uma posição ainda mais forte e segura.

Entenda o que deve ser feito e do melhor jeito que precisa ser feito tenha a persuasão a seu favor.

A linguagem da persuasão aplicada na prática

Quando a ideia é persuadir, você precisa entender a dinâmica entre os dois lados da comunicação. Ser entendido é tão importante quanto entender. Ser claro no discurso é o caminho mais óbvio para o convencimento.

Portanto, fale na velocidade e no ritmo corretos. E acredite, muita gente não sabe o quanto isso é importante. Estudos apontam que uma quantidade eficiente de palavras ditas por segundo é em torno de três e meia e acredite: isso é um rimo relativamente rápido, mas que consegue manter a clareza e a facilidade de se permitir ser entendido.

Já na hora de organizar algumas pausas, os discursos mais bem-sucedidos são os que tem entre quatro e cinco pausas a cada sessenta segundo.

Isso pode parecer bobagem, mas quando você fala rápido demais, além do interlocutor não entender, passa a impressão de nervosismo ou pressa. Do mesmo jeito que a lentidão exagerada pode parecer problema de raciocínio ou até algo pior, a impressão de ser pedante com a outra pessoa.

Mas talvez nada seja mais importante para a persuasão do que se permitir mudar e adaptar. Ser flexível é o único jeito de você se adaptar bem àquilo que a pessoa à sua frente está querendo. É lógico que a ideia é persuadi-la, mas sem entender o que ela quer, quase sempre você não saberá o que oferecer de melhor.

Entender que cada caso é um caso e que você deve adaptar a aproximação e os meandros da conversa é o que permite que essa flexibilização gere os frutos que você está buscando.

Sua postura é sua maior linguagem. A persuasão vem com você, com aquilo que você é, mas também com aquilo que você está se propondo a ser naquele momento para convencer a pessoa de algo que você acha ser o melhor para ela.

Quando você faz as pessoas fazerem aquilo que você quer, começa a exercer um poder que exala uma confiança e acaba facilitando não só seus esforços específicos, mas tudo que está ao redor. Seus relacionamentos ficam mais fáceis, você passa a influenciar com maior facilidade e a persuasão se torna algo natural. Carreira, vida profissional e pessoal, tudo fica muito mais simples.

Andar para frente e alçar voos mais altos exige persuasão e essa ferramenta só pode ser usada por você.