Uma das coisas que mais ouço desde que comecei a ser um palestrante profissional é “eu queria tanto fazer o que você faz, mas eu não tenho dom pra isso”.

Se você é uma dessas pessoas, eu só tenho uma coisa pra te responder: eu também não tenho dom.

Durante esses vinte anos que faço treinamentos, eu já perdi a conta de quantas noites virei acordado ajustando falas e ensaiando ou de quantos finais de semana eu passei trabalhando.

Steve Jobs, um dos maiores palestrantes do mundo moderno, também não tinha esse dom.

Antes de cada apresentação, ele treinava de 100 a 150 vezes pra que tudo ocorresse da melhor forma possível.

Ninguém nasce sabendo ser um grande comunicador.

Nem eu. Nem Steve Jobs. Nem Silvio Santos. Nem ninguém.

O que todos nós temos em comum é o treino!

Não existe esse dom. É só questão de prática. Quanto mais você treina, melhor você se torna.

Por isso, se você sempre achou que não poderia ser um palestrante profissional porque não tem dom, eu fiz um pequeno teste com quatro perguntas pra descobrir se pode ser um palestrante profissional ou não.

Você tem conteúdo pra transmitir como palestrante profissional?

Você tem conteúdo para transmitir?

A primeira pergunta é a mais simples de todas.

Um palestrante profissional precisa transmitir conteúdo. Ele precisa ter algo a ensinar para outras pessoas.

E essa lição não precisa ser nada muito complexo. Pode ser desde uma básica situação pela qual você passou na sua vida até uma palestra que vai revolucionar uma empresa.

Uma vez, um menino de 17 anos fez o meu treinamento Criando Palestras e Apresentações.

Ao lado pessoas que já tinham tantas conquistas profissionais e pessoais, ele teria pouco conhecimento teórico para transmitir, mas isso não o intimidou.

No último dia, quando todos do treinamento fazem uma palestra com tema livre, ele fez uma das apresentações mais emocionantes que já vi em todos estes anos.

Uma palestra simples, mas extremamente persuasiva e conquistador, ressaltando as principais características de cada uma das pessoas que ele conheceu naquele final de semana.

Todos o aplaudiram de pé emocionados e com algumas lágrimas nos olhos.

Então, sempre que você pensar que não tem conteúdo pra transmitir como palestrante profissional, lembre-se deste menino.

Você compraria o conteúdo que oferece?

Encontrando o conteúdo que você vai oferecer como palestrante profissional, existe uma segunda pergunta importante.

Você pagaria por este conteúdo?

Um palestrante profissional precisa de clientes, pessoas que contratem essa apresentação.

E, se você não confia o suficiente para pagar pelo conteúdo que está transmitindo, por que outras pessoas deveriam pagar?

E não importa a simplicidade do que você tem a transmitir, mas o valor que aquilo tem para o seu público.

Voltando ao exemplo que dei anteriormente, a palavras daquele jovem de dezessete anos eram muito simples na questão de conteúdo, mas tinham um valor inestimável para todos que estavam ali.

Ele pagaria por aquela palestra. Confiava no valor que aquela apresentação entregaria a todos. E acertou!

Quem te contrataria como palestrante profissional?

Quem te contrataria como palestrante profissional?

Essa é a pergunta que faz muitas pessoas desistirem de se tornar palestrante profissional.

Afinal, um palestrante profissional precisa de clientes que o contratem, certo?

Nem sempre, mas isso vamos resolver na próxima pergunta.

Você já tem um conteúdo que confia o suficiente. Você pagaria para assistir uma apresentação igual a sua. Agora, é hora de encontrar quem te pagaria por essa palestra,

E para isso, você tem que responder uma simples pergunta: quem pode se beneficiar da sua palestra?

Não me responda todo mundo. Seria a mesma coisa que responder ninguém.

Seria ótimo para qualquer pessoa aprender técnicas de vendas e comunicação com PNL, mas isso não significa que qualquer pessoa se interessaria pelas minhas palestras.

Pense em quais empresas se beneficiarão com o que tem a dizer e quais as pessoas que podem pagar pra te ver palestrando.

Você verá que sempre terá algum público que se interessa pelo que tem a dizer!

E se ninguém te contratar como palestrante profissional.

E se eu não encontrar quem me pagaria?

Se você não conseguiu encontrar um público que pagaria para você como palestrante profissional na pergunta anterior, possivelmente está enxergando as coisas da forma errada.

Um palestrante não precisa vender as suas apresentações de forma direta.

Eu já treinei dezenas de advogados, políticos, apresentadores de TV e até mesmo um vendedor de equipamentos para perfuração de poços de petróleo.

Nenhum deles desejava vender suas palestras de forma direta, mas cada um queria ser palestrante profissional para impactar sua carreira

Um advogado que domina técnicas de comunicação e como se apresentar pode ter muito mais persuasão sobre um júri.

O político que sabe gerar rapport e se aproximar do eleitorado está na frente da concorrência que mal sabe falar.

O vendedor de perfurações de petróleo trabalha com um público dificilmente influenciável e que lida com milhões e mais milhões de reais diariamente. Ele é muito mais persuasivo fazendo apresentações profissionais.

Ou seja, para ser um palestrante profissional, você só precisa de três coisas básicas:

  • Conteúdo pra transmitir.
  • Pessoas interessadas no que tem a dizer.
  • Alguém que te pague por isso.

E uma dica importante é que esse “alguém que te pague por isso” não precisa ser necessariamente um contratante de palestras, mas um cliente de outras áreas que enxerga valor em seu serviço através do seu grande poder de persuasão.

Pode ser uma empresa que te contrate, um contrato que você feche através de grandes apresentações ou qualquer outra forma de ganhar dinheiro através das palestras.

Se você pensar bem, Steve Jobs nunca vendeu uma palestra, mas é considerado um dos maiores palestrantes da história.

Ou seja, qualquer pessoa pode ser palestrante.